quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lo-Fi é o Recife na Trama Virtual | Diário de Pernambuco

Coletânea reúne produção independente de artistas e bandas que buscam espaço nos palcos

Por Raítza Vieira (Diário de Pernambuco)

A cena musical pernambucana é repleta de bandas de qualidade que estão fora da mídia, uma prova disso foi o grande número de artistas inscritos para a mostra competitiva do Pré-Amp 2010.




Músicos gravaram com o celular, mp3 e outras mídias, num estilo home studio (estúdio caseiro). Foto: Bruna Rafaella/Divulgaçao

No entanto, os festivais alternativos muitas vezes não conseguem dar conta de todo esse pessoal que faz música no estado. E foi justamente com o objetivo de mostrar aqueles que estão fora do palco e dos festivais tradicionais que o músico Zeca Viana, baterista da Volver, decidiu criar a coletânea virtual Recife Lo-Fi que está disponível no site da Trama Virtual (http://www.tramavirtual.com.br/).

Ao todo são 21 faixas de diversos artistas da Região Metropolitana do Recife que produzem música de qualidade, num estilo mais home studio. "Procurei reunir bandas as mais diversificadas possíveis. Há artistas com influência de forró, de rock, de brega e outros estilos", afirma Zeca Viana. Ele acrescenta que buscou fazer a coletânea sem realizar nenhum tratamento técnico nas gravações, por isso, háqualidade do som entre uma faixa e outra é bem distinta. "O legal do projeto é isso. Tem gente que gravou do celular, outros de mp3... São músicas gravadas de forma 'lo-fi' (baixa definição)". Entre os nomes mais conhecidos do álbum, estão Tagore Suassuna, vocalista da The Keith; Bruno Souto, da Volver; Lulina; Gleisson Jones; Júlia Says e Johnny Hooker & Candeias Rock City.

Além deles, há os menos familiares do público local, como Jalu Maranhão, Ex-Exus e D Mingus. "A coletânea serve como uma vitrine para essas pessoas que têm uma qualidade artística excepcional. É também uma forma de reunir quem já produz música em casa e levar para a mídia virtual e, quem sabe, também para os palcos". A seleção dos artistas ficou por conta de Zeca, que já conhecia o trabalho deles, até porque está inserido no meio musical há mais de 10 anos, e outros nomes foram indicações dos parceiros Revista O Grito, Coquetel Molotov, Agência Alavanca, Recife Rock e Trama Virtual.

Segundo Zeca, apesar de a coletânea ter um grande número de faixas ainda é pouco em relação ao que é produzido no estado. Não é à toa que o músico pretende lançar o volume 2 ainda este ano. Ele comenta que a ideia de fazer a coletânea virtual surgiu quando estava, através da Volver, em temporada de shows em São Paulo e aí as pessoas gostariam de conhecer mais o som alternativo produzido em Pernambuco. Para divulgar ainda mais a coletânea, o músico vai promover uma festa no próximo dia 5, às 22h, no Quintal do Lima, que vai contar com shows de Júlia Says, Gleisson Jones e Zeca Viana & O Conjunto Imaginário. Eles vão convidar os outros integrantes do álbum virtual para participar da apresentação. Além disso, a festa vai ter discotecagem de Vivi Menezes, Mucuri, D Mingus e Jarmeson de Lima. "Será uma oportunidade de todo mundo que fez parte da coletânea se conhecer e divulgar o trabalho". Fora as músicas disponíveis para download, através do site da Trama, Zeca também criou um blog para divulgar o projeto, o http://www.recifelofi.blogspot.com/. Nele, há um pouco mais sobre os artistas participantes e o projeto em si.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Recife Lo-fi em matéria no Trama Virtual

Ventilador no talo
por Claudio Szynkier (matéria publicada no Trama Virtual dia 26/01/2010 )

Coletânea Recife Lo-Fi, de Zeca Viana, junta turma da pesada e visa radiografar cena caseira da cidade.




Como vamos percebendo na nossa cobertura, Recife não é um lugar de onde surgem apenas crias da cultura local e dos ícones dos anos 90 (Nação, Mundo Livre) -- não descartando-se aqui o que, mesmo dentro dessas balizas, vem com frescor (tipo Nuda). O fato é que a capital pernambucana tem uma geração de músicos de quartinho, "bedroom composers", mais orbitantes mesmo, que poderiam existir e estar em qualquer lugar do mundo: um Recife Quente, um Recife Frio, um não-Recife... Que seja.

Aquele que parece ser a mastermind dessa cena enquanto criador, Zeca Viana (um de nossos favoritos, como artista, em 2009), também é responsável por agitar, na posição de produtor, ou melhor, curador, essa movimentação meio inesperada, não exatamente contrastante ("Participam do projeto bandas/artistas muito diferentes entre si... Todo mundo se conhece, frequenta praticamente os mesmo lugares", palavras dele), mas que reafirma que a cidade, como solo musical, tem essa capacidade quase que certamente exclusiva dentro do Brasil: a de se reinventar de novas formas e de pouco em pouco tempo, ainda que uma leva/ turma de artistas tenha sempre, para legitimá-la, representantes de outras anteriores ou mesmo paralelas.

A sacada da vez é essa coletânea Recife Lo-Fi, organizada por Zeca com alguns sons dessa cultura de apartamentos (os que pudemos ouvir pelo menos, são BEM ap) numa cidade que não tem em sua iconografia frequente esse tipo de cenário. Voltada historicamente que é a um outro tipo de letargia criativa, a da praia, do calor e do mangue. Aos encontros também, que aqui não estão, nem um pouco, invalidados, pelo próprio caráter do projeto.

Confessamos mais uma vez que não conhecemos nem escutamos tudo (o caldo geral parece bem diversificado, como pontuou Zeca), mas os sons de D Mingus, Matheus Mota e do próprio Zeca são alguns em que a praia pode e a letargia podem estar lá, mas o que notamos é uma pesquisa musical mais ampla, mais interiorizada... com os ventiladores ligados: muito embora as janelas estejam abertas (para o mundo, para as histórias pessoais, para o tempo passado). Algo que realmente pode, em casos individuais ou em conjunto, sugerir (talvez até garantir) um novo frescor para o que se conhece como "som de Recife". A coletânea sai hoje, e aqui: estamos lançando-a. Falamos com Zeca, que aproveita para lançar aqui também seu próprio novo EP, basicamente uma trilha para um curta (baixe no perfil) e revelar o nome de seu próximo álbum longo. Leia e baixe tudo portanto, aqui!

No que consiste a coletânea?
Esse projeto é uma coletânea virtual com 21 nomes de Recife (ou artistas de outras cidades de Pernambuco que fincaram raízes aqui) que gravaram suas músicas em casa ou em home-studios de amigos. É uma coletânea de "músicas gravadas de forma lo-fi', não necessariamente esses artistas gravem sempre em casa, ou vice-versa, não é uma regra, mas as músicas escolhidas foram gravadas dessa forma. É algo que vem crescendo cada vez mais aqui em Recife. Venho pensando em fazer algo nesse sentido já faz algum tempo e depois dessa temporada em São Paulo, voltando para Recife, decidi reunir todo mundo nessa empreitada. Fui falando com cada um, trocando idéias e a coisa foi formando. São bandas/artistas muito diferentes, tem Johnny Hooker & Candeias Rock City, tem Jalu Maranhão, Allen Jerônimo & A Rave de Raiz, tem a Milla Bigio. Ou seja, essa coletânea é como uma breve panorâmica do vem acontecendo na cena. Mesmo com um apanhado de 21 nomes muita gente ficou de fora, o que nos faz pensar no Volume II. Aproveitamos para fazer a Festa Recife Lo-fi para lançar a coletânea e reunir esse pessoal no palco. A Festa Recife Lo-fi acontece dia 5 de fevereiro, às 22h no Quintal do Lima com shows de Gleisson Jones, Julia Says, Zeca Viana e Ex-Exus, com participações de artistas da coletânea e os Djs D Mingus (que tem uma faixa na coletânea), Jarmeson de Lima (Coquetel Molotov), Vivi Menezes e Mucuri.

Essa galera ta buscando o que exatamente?
Na verdade essa moçada tá buscando mostrar suas gravações, sair do quarto e mostrar tudo isso na mídia virtual e ao vivo, no palco. São artistas que já vem atuando isoladamente em pontos da cidade, essa coletânea serve para reunir todos, é como uma visão geral do que vem sendo gravado em casa.

No que os caras da cena lo-fi de Recife se diferem das de outras cenas da cidade? Não é tudo a mesma coisa, um monte de gente se articulando, eventualmente com ajuda institucional (via editais, etc), em nome da solidificação de alguma coisa em matéria de música & mercado? Tem alguma diferenciação séria?
Na verdade não chega a existir uma cena lo-fi, outra cena mangue, outra cena punk, metal ou glam, é tudo junto. Todo mundo se conhece, frequenta praticamente os mesmo lugares. A diferença é que muitos artistas não conseguem ter seu material gravado via edital por não ter a famosa "contrapartida social" ou não ter um "apelo regional direto", isso ganha pontos para aprovação, ou por não estarem inteirados com a estrutura desses editais. Fatores como criação de orçamento e todas essas burocracias ainda estão distantes de serem bem assimiladas pelos artistas “normais”. Tocar pelos editais às vezes é complicado porque ainda se trabalha com uma forma de "curadoria" meio anos 90. Algo como "leve seu CD e release, preencha uma ficha e etc". Muita gente que faz a máquina funcionar não faz a mínima idéia do que se passa na internet, não pesquisam música. Então recebem material de artistas que muitas vezes passam batidos. Além do fato de serem pagos cachês enormes (com pagamento muitas vezes adiantado) para artistas que vem de fora enquanto o cachê para os artistas locais é quase sempre irrisório em comparação. Isso quando pagam, o Funcultura ainda não pagou trabalhos artísticos realizado no meio do ano passado. Eles contratam os serviços do artista (incluindo artes plásticas, literatura, etc) e depois para pagar é uma novela. Então as pessoas preferem gravar em casa, tentar fazer do seu próprio jeito, produzir seus próprios shows. Mas isso, por mais trabalhoso que seja, pode tornar o trabalho ainda mais legítimo.

Quais são os pontos fortes de agrupamento artístico, e os fracos?
Na verdade o agrupamento artístico já acontece naturalmente em Recife, desde antes do Mangue é assim, na época do "udigrudi", da turma do Beco do Barato, etc. O que fizemos foi colocar tudo isso em uma coletânea virtual para que todos possam ouvir uma panorâmica do que vem sendo gravado em Recife. Os pontos fortes são vários em um projeto como esse. Como são 20 artistas envolvidos, todos podem se ouvir, se conhecer melhor, se divulgar. O público pode ouvir coisas diferentes, é uma boa forma de conhecer um pouco do que vem sendo produzido em Recife. Esse material não está à venda em lojas, livrarias ou algo do tipo.

Como foi o critério para a seleção da coletânea?
Fui entrando em contato com o pessoal que eu sabia que gravava em casa e fui selecionando de acordo com a diversidade do material. Procurei por músicas gravadas em casa ou em home studios de amigos e fiz como uma fitinha de músicas que a gente gravava para alguém nos anos 90, lembra? É uma coletânea das produções que achei mais interessantes. Tem umas mais produzidas, outras menos. Mas todas com esse toque "lo-fi" na mixagem, captação, etc.

Quem escolheu?
Escolhi muita coisa sozinho, mas alguns nomes foram indicação de D Mingus, Jarmeson de Lima (Coquetel Molotov) e Guilherme Moura (Recife Rock), que são parceiros desse projeto.

Qual a próxima coisa interessante de Recife?
É meio complicado porque tem muitas coisas boas rolando. Mas falando desse pessoal que grava em casa, eu gosto muito das coisas de D Mingus, de Jalu Maranhão e do Matheus Mota. Acho que o trabalho deles tem certa legitimidade difícil nos dias de hoje.

E a que não foi a poderia ter sido?
Várias bandas que acabaram em 2009 ou que estão na gaveta.

O que achou de ter sido aclamado por nós na eleição?
Poxa, eu levei um susto! Hahaha Ainda mais ficar nas duas listas de melhores do ano, poxa foi um presente de Natal mesmo. Venho recebendo muitos e-mails de pessoas que baixaram o disco e que tratam com muito carinho o Seres Invisíveis. Acho que só tenho o que agradecer pelo reconhecimento e espero fazer discos ainda melhores futuramente.

Qual foi o disco de 2009 pra você?
Escutei muita coisa, mas acho que ficaria com o disco do tremendão "Rock´N´Roll - Erasmo Carlos". Acho também o Carlos, Erasmo um dos maiores discos brasileiros já lançados.

E o que vem pela frente no teu projeto solo?
Acabei de lançar meu segundo trabalho solo chamado Trilha Sonora, é um EP basicamente instrumental com 4 faixas. Na verdade são trilhas que compus para um curta metragem rodado em Recife pelo diretor Leonardo Lacca. Aproveitei e lancei um EP com o material. O filme também tem participações da minha companheira, a artista plástica Bruna Rafaella, que interpreta "When I See Your Face (I get so high)" em uma das cenas. Finalmente estou tocando com uma banda de apoio que chamo de Conjunto Imaginário, tá bem legal. Faremos show dia 5 de fevereiro na Festa Recife Lo-fi no Quintal do Lima (Recife) para lançar a coletânea. Teremos algumas banda como Julia Says e Ex-Exus, acho que vai ser uma noite bem bacana. No carnaval estou esperando Lulina pra ver se a gente prepara alguma coisa e em março estaremos todos em São Paulo para dar continuidade na divulgação do Seres Invisíveis, estamos vendo datas ainda. Pretendo começar as gravações do próximo disco solo, Psicotransa, no mês de abril. As músicas estão todas prontas, toco algumas ao vivo, só falta gravar. Ah sim, criei um blog onde estou sempre atualizando minhas coisas, vídeos, textos que escrevo, tipo um diário. Tou fazendo algumas entrevistas também, tive a honra de entrevistar o Arnaldo Baptista e em fevereiro publico uma entrevista que fiz com Guilherme Arantes, duas grandes influências. No mais felicidade e bons sons em 2010.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Foto de Divulgação!


Olha que bonito, essa é a foto de divulgação do Volume I da coletânea. :)

Foto: Bruna RafaellaAdicionar imagem

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Faixa 1 - O Gigantesco e a "Despenugem".


Faixa 1. Gigantesco Narval Elétrico - Despenugem (2:39)

"Na verdade essa foi a nossa primeira e última gravação. Num mesmo dia gravamos ao vivo todas as músicas pra tentar reproduzir o feeling de improviso que acontecia nos ensaios e shows. Por vários motivos, o disco (que até então viria a ser chamado "satanás mandou lembrança") nem chegou a ser lançado, o que esfriou bastante as coisas na banda. Até hoje tocamos juntos, mas só pela lombra mesmo. "Despenugem" é o hit perdido!"

Daniel Barreto

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Faixa 2 - Jean "Old Bull Lee" Nicholas.


Faixa 2. Jean Nicholas - O Vento Que Sopra (2:34)

"A faixa "O Que o Vento Sopra" eu fiz para a garota que eu namorava na época. Tem uma letra surrealista, bem dylanesca, por isso ninguém sacou que era uma canção de amor, nem ela. Não lembro muito bem de como gravei, só sei que foi rápido, em um ou dois takes pra voz, gaita e violão. Depois acrescentei os arranjos de viola".

Jean Nicholas

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Faixa 3 - Candeias, Rock & Johnny.

Faixa 3. Johnny Hooker & CRC - Johnny Hooker (3:24)

"A música "Johnny Hooker" surgiu da necessidade de ter uma música que explicasse o surgimento, a formação e o propósito do personagem central da história, o próprio Johnny e sua "gangue". Além de uma convocação a embarcar nesse espírito subversivo e revolucionário mas ao mesmo tempo profundamente cético e abusado de um futuro pós-apocalíptico com ecos de Apocalypse Now. É uma ode apoteótica a um falso herói".

John Donovan

Ps: Segue um vídeo ao vivo da banda se apresentando no programa Estereoclipe onde os músicos explicam o começo da banda, a homenagem ao bairro de Candeias e como se deu as gravações caseiras de originaram o primeiro EP.

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Faixa 4 - Jalu Maranhão e a explicação de Nietzsche.

Faixa 4. Jalu Maranhao - Só Nietzsche Explica (acadêmico frustrado) (4:17)


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Faixa 5 - Os discos de Victor Toscano.

Faixa 5. Victor Toscano - Não Te Vejo em Meus Discos (3:34)

"Esta música faz parte do disco "Sentindo Cidade", que foi gravado inteiramente em meu quarto. A canção fala da transformação de mágoa em indiferença. Foi uma das mais rápidas para gravar, coloquei uns acordes de teclado acidentais sobre o violão e me foquei nos vocais que deveriam me parecer como alguém agourento e fantasmagórico. Gosto especialmente dos segundos finais".

Victor Toscano

Ps: A música "Alto Mar" também faz parte do disco "Sentido Cidade" lançado em 2009, e é uma faixa tão forte quanto a escolhida para a coletânea. Conheça o vídeo dessa música.

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Faixa 6 - Matheus Mota dando a volta ao mundo de bicicleta!

Faixa 6. Matheus Mota - Do Outro Lado do Lodo (3:00)

" A música "Do Outro Lado do Lodo" é a música que abre o EP "Volta Ao Mundo de Bicicleta"(setembro/2009), fazendo parte integrante de uma mini-opera rock que desenrola-se no disco. Com a maioria dos trechos em estrutura serial e contrapontística, algo raramente explorado na música popular de Recife, a música introduz o ouvite às noites undergrounds da cidade, o lado mais sujo, pegajoso e sombrio de bares tais como o extinto Garagem. Uma maleabilidade concreta, mas sem perder o descompasso".

Matheus Mota

Ps: Na falta de um vídeo sobre alguma faixa de Matheus, escolhemos explorar um pouco seu lado de diretor. Assista o "teaser" de Trashix, um longa metragem Hi-Trash que conta as desventuras de um jovem vendedor de filmes pornôs e sua busca pelas verdades do país afundado num submundo escondido por uma realidade gerada por máquinas.

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Faixa 7 - As várias cidades de Lina Jamir.

Faixa 7. Lina Jamir Terra Gira (3:07)

"Essa música eu não queria gravar. Sabe aquela que fica guardada no armário? Essa era uma delas. Gravei, pois ela era uma das preferidas de Maria Alice (Lilica Jamir) e João Roberto(Bebeto jamir), meus irmãos mais novos e meus parceiros musicais. Na verdade a letra é minha e a melodia é de João Roberto, o velho Betinho! Meu irmão é muito talentoso e me inspirou em muitos momentos na minha loooonga leeeenta trajetória musical. Não lembro bem, mas acho que essa nasceu em 2004 e na época ela não tinha nem nome. Lembro que Lilica e Bebeto falavam: “Vamo tocar Terra Gira!” E assim ficou batizada a música".

Lina Jamir

Ps: A música "Canção Clichê" também foi gravada no mesmo clima de "Terra Gira" e poderia ter entrado na coletânea. Conheça a versão em inglês "Silly Song" em um vídeo-clipe gravado pelas ruas de Barcelona.

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Faixa 8 - Se o "legal" dos Canivetes te faz mal...

Faixa 8. Canivetes - Se o Meu Legal Te Faz Mal (4:38)

"Lembro lombra de mim. Ônibus. Arregalando os olhos na janela. Cabeça feita pra não dá bandeira. Indo sozinho para o ap de Adriano Leão (que na época tocava nos Insites e construía maravilhas valvuladas) finalizar a música "se o meu legal..." que mora no último disco da banda, de 2007. (...faz tempo). Com exceção da batera o disco foi todo gravado no quarto Carozo. Baixo em linha, caixa Autovolts, viola azul, um microfone limpeza, muito peso e pinga! Sim... têm um teclado que um amigo acrescentou depois na casa dele. Depois foi só ajustar os volumes e botar no mundo."

Juvenil

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Faixa 9 - Grilo + Paulinho = Geladeira Metal!

Faixas 9. Geladeira Metal - Desliguei o Computador (00:54)

"Mais uma gravação inovadora e explosiva do geladeira metal, gravado em deck akay ao vivo passando pra um pc de placa filha da puta e ainda mais cheio de virus!"

Grilowsky

Ps: Esse vídeo já é um clássico. Participação do Geladeira Metal no programa EstereoClipe com "Epiléptico Sonrisal". Tire suas próprias conclusões.

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Escute também:
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Faixa 10 - Julia "guitar and drums" Says.

Faixa 10. Julia Says - Intro Mental (3:53)

"Intro Mental usa sons de sintetizador de diversas formas (arpegiadores, strings, choir, leads, bass), gravamos tudo em casa utilizando o microkorg para compor essas texturas e a parte ritmica elaborada no reason (pc), Diego escolheu loops de percussão africana (para a primeira parte) e programou um beat mais funk para a segunda, existe um "synthscratch" tocado por ele que faz a ponte entre as duas partes da música, na segunda parte criei uma "parede de sintetizadores" onde os sons vão se somando até atingirem um ápice. Pra quem escuta o ínicio cheio de climas e atmosferas dessa música é improvável que saiba ou desconfie que ela irá acabar num beat funk synth e é isso o mais legal nela, os constrastes, as surpresas..."

Pauliño Nunes

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Faixa 11 - Zeca e o Maracatu Lo-fi?



Faixa 11. Zeca Viana Pra Lá de Marrakesh (2:58)

"Essa música é uma brincadeira com a institucionalização do "regionalismo". Decidi gravar um maracatu lo-fi, começando com um tema pseudo-indiano meio charlatão. Gravei tudo no quarto, sem programações, não sei mexer com midi. Fui fazendo as percussões artesanalmente, gravando por cima os arranjos e a música foi se formando sozinha. No final tem uma bateria eletrônica meio atravessada e umas palminhas anos 80, tipo B-52´s."

Zeca Viana

Ps: A música "Hey Mister Trouble Boy" também era uma das escolhas para a coletânea. Colocamos aqui um vídeo produzido em 2006. Essa música ficou perdida durante algum tempo e depois entrou como bonus track no Seres Invisíveis.

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Faixa 12 - D Mingus: reverbs existênciais.

Faixas 12. D Mingus - Flores do Teu Mal (2:35)

"A música "Flores do Teu Mal" foi gravada em casa (em setembro/2009) usando guitarra, voz e plugins de bateria / minimoog. A música foi composta em 2001 e, apesar do título-referência, não é inspirada - pelo menos diretamente - em nada de Baudelaire. A letra traz como tema os ciclos viciosos humanos".

D Mingus

Ps: Uma forte canditada para entrar na coletânia era "Reverbera na Caverna". Então escolhemos o vídeo da versão original de D Mingus para essa música. O clipe foi produzido em 2006 para o Monodecks, por Zeca Viana.

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MySpace: http://www.myspace.com/don_mingus

Faixa 13 - Separamos essa faixa especialmente pra ela, com vcs: Lulina!

Faixas 13. Lulina - Birigui (3:03)

"Gravamos “Birigui” em 2003, na cidade de São Paulo, alguns meses depois de eu voltar de uma viagem à Amazônia (a música foi composta durante a viagem, inspirada nas inúmeras frutas que conheci por lá). Usamos um microfone de computador, um PC e um programinha simples de gravação. Eu toquei meu violão verde chamado Sebastião, Leo Monstro tocou minha gaita, calimba e alguns chocalhos que eu trouxe da Amazônia e Juliângela interpretou a Bubarara (com todos cantando juntos). Tudo gravado em uma única faixa, praticamente ao vivo, pois naquele tempo eu não sabia gravar diferente".

Lulina

Ps: A faixa "Nós" era uma das candidatas a participar da coletânea. Fique então com um vídeo gravado para o Enxame TV.

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TramaVirtual: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6754
MySpace: http://www.myspace.com/lulina

Faixa 14 - Ô Milla, tem dudu de que?

Faixas 14. Milla Bigio Tem Dudu de Que (1:24)

"Um dia, depois da aula fui comprar Dudu no carinha que vende na frente do colégio, daí perguntei: "Moço, tem dudu de quê"? Daí ele respondeu os sabores e eu notei que rolava uma métrica enquanto ele falava, daí surgiu a idéia. Fui pra casa e fiz uma lista de frutas, daí fui montando as estrofes, fiz o loop e os metais no Fruity Loops, usei um sininho que tenho aqui em casa, gravei várias vozes, uma inclusive imitando a do vendedor de dudu, e pronto! quando terminei levei no ipod pra ele ouvir, ficou emocionado!"

Milla Bigio

Ps: A música "La Fleur de L'amour" era uma alternativa para a coletânea, então decidimos colocar o vídeo de uma versão "varandesca" aqui. :)

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Faixa 15 - Tagore Suassuna: de repente!

Faixa 15. Tagore Suassuna Crença (2:05)

"Em uma gravação quase esquecida de um e-mail enviado no meio da madrugada repousa "Crença", um grito forte, cantado quase que de sopetão. Um mistura de Alceu Valença, repente e Punk Rock. Com um refrão forte que fica na cabeça por dias, essa gravação mais parece um pensamento registrado no primeiro mp3 que tava pela frente."

Faixa 16 - Bruno em uma "Próxima Estação"

Faixa 16. Bruno Souto Próxima Estação (DEMO) (4:08)

"Gravei essa no estúdio caseiro dos Los Porongas, em São Paulo. Fui lá um dia pra trocar uma idéia, tocar e ouvir canções minhas e deles. Foi quando o João Eduardo (guitarrista dos Porongas) começou a gravar as músicas que eu estava, despretensiosamente, tocando em voz e violão mesmo, cantando baixinho, em falsete pra não incomodar a vizinha chata deles. Sem eu saber, ele arranjou a música (inseriu slide, baixo (em midi), teclado, etc.). Quando eu a escutei, semanas depois, achei-a linda e fiquei muito emocionado. Daí, decidi disponibilizá-la em meu myspace".

Bruno Souto

Ps: A música "Gente" poderia estar entre as faixas da coletânea. Esse vídeo foi gravado no Projeto Mais Massa, na Livraria da Esquina em São Paulo, com participação de Gigi Grasso, Fernando Barreto (Volver) e Gleisson Jones.

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MySpace: http://www.myspace.com/brunosouto

Faixa 17 - Rama e o Didgeridoo


Faixa 17. Rama - Novo Horizonte (3:06)

"Essa música é uma homenagem que fiz para um bairro aonde morei em Alto Paraíso (GO). É uma das faixas que gravei para um single solo indepente chamado “Medita Song”. Nessa música toco Didgeridoo (instrumento dos aborígines australianos) e violão. Tem também a participação de Rinaldo Carimbó tocando djembê e samambaia".

Ricardo Mancilha (Rama)

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Faixa 18 - Mantra X diretamente dos anos 90



Faixa 18 - Mantra X - Verdades em Flores

"O Mantra-X é pura nostalgia e das boas; "Verdades em Flores" era uma canção que não era para ser um (indie) rock, estávamos de saco cheio na época, mas como os recursos para gravação eram precários nos adequamos à realidade (risos), o “produto final” - uma faixa similar aos bons sons do The Bends do Radiohead (o arranjo), álbum muito bem quisto pelos 5 integrantes da época - Júlio Rangel, Erick Bicalho, Leandro Silva, André Mantra e um baterista (convidado)".

André Mantra

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Faixa 19 - Ex-Exus e o filósofo Homer Simpson

Faixa 18. Ex-Exus A Culpa é Minha e Boto em Quem Eu Quiser (2:31)

"Essa música foi gravada no estúdio do nosso baterista, Amaro Mendonça, no décimo nono andar, num dos quartos do apartamento dele. Gravamos primeiro o esqueleto com bateria, baixo e guitarra base. Depois, gravamos voz e sintetizador. E depois ainda que a música já havia sido lançado no nosso myspace, Bruno gravou uma guitarra solo nela que aproveitamos para lançar junto com o video-clipe que fizemos para a canção. Essa música foi inspirada em The Divine Comedy e a letra em relações um pouco violentas. Ou não!? E o título é uma inspiração do The Simpsons. YEAH!"

Ricardo Maia



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Faixa 20 - Ela tá GGleisson!

Faixa 20. Gleisson Jones - Joinha, Joinha (2:27)

"O vídeo foi feito no jardim da minha casa em aldeia com
a câmera do celular samsung do meu irmão, Jeff Clause.
Inclusive os backings que podem ser ouvidos ao fundo
são dele. A música foi feita quase de primeira, e ao
contrário do que muita gente pensa, não foi pensando
em ninguém especificamente. Foi só viagem mesmo.

Uma coisa importante de ser falada é que o tal bordão
GG (joinha, joinha) foi inspirado numa história real onde
um lendário jogador de futebol do Náutico da década de
70 chamado Dedêu, ao ser perguntado como estava a
partida, soltou essa pérola: tá GG, joinha, joinha!"

Gleisson Jones

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Faixa 21 - Allen Jerônimo e sua Rave de Raiz! Salve Candeias!

Faixa 21. Allen Jerônimo & A Rave de Raiz Positivo e Negativo (3:59)

"O Negativo e o Positivo é mais uma canção extraída da Baía de Venda Grande. Porto de Candeias. Onde as jangadas falam e a grama muda de lugar constantemente. Nosso propózito foi levar a Praia pra dentro dum CD, sem sujá-lo de areia. foi difícil. Mas, conseguimos. Num quarto, com equipamentos de baixa qualidade. De um em um e misturados. Baixolão, Zabumba, Triângulo, Flauta Doce, Violão e Vozes. Música Artesanal".

Allen Jerônimo


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